Gai Valeri Cattuli Veronensis Liber 1, 3

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Gai Valeri Cattuli Veronensis Liber 1, 3

Mensagem por Elpídio Mário D Fonseca em Seg Nov 02, 2015 3:31 pm

III. fletus passeris Lesbiae
Lugete, o Veneres Cupidinesque,
et quantum est hominum venustiorum:
passer mortuus est meae puellae,
passer, deliciae meae puellae,
quem plus illa oculis suis amabat.
nam mellitus erat suamque norat
ipsam tam bene quam puella matrem,
nec sese a gremio illius movebat,
sed circumsiliens modo huc modo illuc
ad solam dominam usque pipiabat.
qui nunc it per iter tenebricosum
illuc, unde negant redire quemquam.
at vobis male sit, malae tenebrae
Orci, quae omnia bella devoratis:
tam bellum mihi passerem abstulistis
o factum male! o miselle passer!
tua nunc opera meae puellae
flendo turgiduli rubent ocelli
.
 
 
Lugeo,  es, ere, luxi, luctum, Estar de luto, lastimar-se; chorar pela morte de alguém, lamentar, deplorar.
Veneres, pl. Os Amores
Cupido, inis, s.f Desejo, paixão.
Venustus, a, um, adj. Formoso, encantador, sedutor.
Nam, part afirmativa: De fato, realmente. Porque.
Mellitus, a, um, adj. (fig) Doce, querido, agradável.
Novo, as, are, avi, atum (novus): inovar, renovar, repousar.
Gremium, ii, n. Colo, regaço, seio.
Circumsilio, is, ere, colocar-se em volta de, cercar sitiar, bloquear.  
Modo, adv. Nem mais nem menos, somente.
Huc, iluc: para aqui; para lá.
Pipio,ou pipilo, , as, are, v., intr. Pipilar, piar, chilrear.  
Redeo, is, ire, ivi, ii, ituym: Voltar, regressar.
Orcus, i, s.m. Orco; divindade infernal, a morte.
Turgidulus, a, um, Bem inchado; um tanto inchado.
Ocellus, Obcellus,
Rubeo, es, ere, bui: fazer-se vermelho. Corar.
 
III. O pranto do pardal de Lésbia
Estai de luto, ó Amores e Desejos,
e quanto há dos homens mais elegantes:
Morreu o pardal de minha amada,

O pardal, delícias de minha amada,
A quem ela amava mais que a seus olhos.
Pois era doce e conhecia sua dona

Tão bem quanto a menina à mãe,
Nem se movia de seu regaço,

Mas pondo-se ora para cá ora para lá
Somente à sua dona pipilava continuamente.
Que agora vai por aquele caminho tenebroso,

Donde se nega a voltar quem quer que seja.
Mas seja o mal para vós, trevas más
De Orco, que devorais todas as coisas belas:
Tomastes de mim tão belo pardal,

Ó fado ruim! Ó pardal pobrezinho!
Agora tuas obras coram os olhinhos

Bem inchados de minha amada, chorando. 
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Elpídio Mário D Fonseca

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