Horace, Carmina I, 6 - Scriberis Vario

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Horace, Carmina I, 6 - Scriberis Vario

Mensagem por betzler em Qua Out 08, 2014 6:12 pm

Aqui vai minha tentativa de tradução de uma ode de Horácio (Carmina I, 6)

Scriberis Vario fortis et hostium
uictor, Maeonii carminis alite,
quam rem cumque ferox nauibus aut equis
     miles te duce gesserit.
 
Nos, Agrippa, neque haec dicere nec grauem
Pelidae stomachum cedere nescii,
nec cursus duplicis per mare Vlixei
     nec saeuam Pelopis domum
 
conamur, tenues grandia, dum pudor
inbellisque lyrae Musa potens uetat
laudes egregii Caesaris et tuas
     culpa deterere ingeni.
 
Quis Martem tunica tectum adamantina
digne scripserit aut puluere Troico
nigrum Merionen aut ope Palladis
     Tydiden superis parem?
 
Nos conuiuia, nos proelia uirginum
sectis in iuuenes unguibus acrium
cantamus, uacui siue quid urimur
      non praeter solitum leues.
 
 
Scriberis Vario, fortis et victor hostium, alite carminis Maeonni, cumque rem quam, te duce, ferox miles gesserit navibus aut equis.
 
### Serás escrito por Vário, forte e vencedor dos inimigos, sob o fomento dos cantos Homéricos, em qualquer ação que, sob teu comando, o indomável soldado tiver executado por navios ou sobre cavalos.
 
Nos, Agrippa, neque conamur dicere haec, nec gravem stomachum Pelidae, nescii cedere, nec cursus Ulixei duplicis, nec saevam domum Pelopis; tenues grandia; pudor et Musa imbellis lyrae vetat deterere laudes egregii Caesaris et tuas culpa ingeni.
 
 
### Nós, Agripa, não tentamos falar destas coisas, nem da cólera de Aquiles, incapaz de ceder, nem das viagens do ardiloso Ulisses, nem da casa cruel de Pelóps; fracos, não chegamos a tanto; a modéstia e a Musa da imbele lira nos impedem de diminuir os louvores ao distinto César e a ti, por falta de talento.
 
 
Quis digne scripserit tectum Martem, tunica adamantina, aut nigrum Merionen, pulvere Troico, aut Tydiden, parem superis ope Palladis?
 
#### Quem será digno de escrever sobre o impenetrável Marte, com sua túnica adamantina, ou o sombrio Meriones, sob a poeira de Tróia, ou Tídida, igualado aos deuses pelo poder de Palas?
 
Nos cantamus convivia, virginum acrium unguibus sectis, in proelia iuvenes; non praeter solitum leves, vacui sive quid urimur.
 

### Nós cantamos sobre os banquetes, de ardentes virgens com unhas cortadas à perfeição, em batalhas com jovens rapazes; mais que incomum, suave, quer estejamos livres de desejo ou inflamados de amor.


Tradução final:



Serás escrito por Vário, forte e vencedor dos inimigos, sob o fomento dos cantos Homéricos, qualquer ação que, sob teu comando, o indomável soldado tiver executado por navios ou sobre cavalos. Nós, Agripa, não tentamos falar destas coisas, nem da cólera de Aquiles, incapaz de ceder, nem das viagens do ardiloso Ulisses, nem da casa cruel de Pelóps; fracos, não chegamos a tanto; a modéstia e a Musa da imbele lira nos impedem de diminuir os louvores ao distinto César e a ti, por falta de talento. Quem será digno de escrever sobre o impenetrável Marte, com sua túnica adamantina, ou o sombrio Meriones, sob a poeira de Tróia, ou Tídida, igualado aos deuses pelo poder de Palas? Nós cantamos sobre os banquetes, de ardentes virgens com unhas cortadas à perfeição, em batalhas com jovens rapazes; mais que incomum, suave, quer estejamos livres de desejo ou inflamados de amor.

betzler

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